Mídia e paz

Luiz Renato de Araújo Pontes

Recentemente, durante três dias, o Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba sediou o Fórum de Segurança Pública Preventiva e a Promoção da Cultura pela Paz Neste evento debatemos diferentes temas relativos à perspectiva da construção de uma cultura de paz em nossa sociedade. O tema onde foi abordado o papel da mídia na construção pela paz e não violência teve como palestrante o brilhante jornalista e editor geral do Sistema Correio de Comunicação, Walter Galvão.

Com admirável capacidade de comunicação, nosso palestrante discorreu com muita propriedade, entre outros temas abordados, o hiperdimensionamento do crime cometido por crianças e adolescentes; reportagens estritamente informativas e baixo índice de contextualização e interpretação; baixo índice de publicação de métodos para resolver os problema e sensacionalismo.

Walter Galvão aponta ainda para a necessidade de agirmos como cidadão, governos e sociedade organizada como um todo se balizando em princípios éticos que fundamentem a justiça, a igualdade de direitos com equidade, visando construir uma sociedade não violenta e de paz.

Nosso jornalista e humanista, Walter Galvão, encerra sua fala projetando na tela a seguinte mensagem. “Na paz os filhos enterram seus pais. Na guerra os pais enterram seus filhos.”

De fato, lamentavelmente o que estamos presenciando a todo instante é uma guerra que parece que não tem fim, onde a mídia nos transmite em diferentes horários, pais, avós, enfim, famílias inteiras chorando a perda de seus filhos, crianças e adolescentes mortas na grande maioria pelo envolvimento com drogas. Apesar de todos nós sabermos que a mídia tem que noticiar os fatos, seja positivo ou negativo, parece que atualmente temos uma pauta nos diferentes meios de comunicação, em função da violência, com o foco maior nas catástrofes de nossa sociedade.

Essas imagens negativas de violência geram mais violência. Que, em minha opinião, sem ser especialista do assunto, se observa que aquelas pessoas que cometeram um determinado crime são apresentadas nos noticiários de forma tão sensacionalista que a própria mídia, sem querer, forja personagens como “verdadeiros ídolos”, podendo até influenciar, equivocadamente, alguns jovens que almeje tal “fama”.

Sendo assim, acredito que a mídia pode contribuir de forma significativa, e acredito também que é esse o desejo de todos aqueles profissionais da área de comunicação – jornalismo, radialismo e televisivo -, priorizando matérias, com temas que possam transmitir feitos e ações positivas da nossa sociedade. Desta feita, daremos enorme contribuição na construção da paz e conseqüentemente combatendo à violência.

Fonte: Correio da Paraíba, edição de 16/11/2010

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